Não tente adivinhar o que as pessoas pensam a seu respeito.
Faça a sua parte, se doe sem medo.
O que importa mesmo é o que você é.
Mesmo que outras pessoas não se importem.
Atitudes simples podem melhorar sua vida.
Não julgue para não ser julgado...
Um covarde é incapaz de demonstrar amor
- isso é privilégio dos corajosos.
Mahatma Gandhi
SÓ DÊ OUVIDOS A QUEM TE AMA
Só dê ouvidos a quem te ama. Outras opiniões, se não fundamentadas no amor, podem representar perigo. Tem gente que vive dando palpite na vida dos outros. O faz porque não é capaz de viver bem a sua própria vida. É especialista em receitas mágicas de felicidade, de realização, mas quando precisa fazer a receita dar certo na sua própria história, fracassa.
Tem gente que gosta de fazer a vida alheia a pauta principal de seus assuntos. Tem solução para todos os problemas da humanidade, menos para os seus. Dá conselhos, propõe soluções, articula, multiplica, subtrai, faz de tudo para que o outro faça o que ele quer.
Só dê ouvidos a quem te ama, repito. Cuidado com as acusações de quem não te conhece. Não coloque sua atenção em frases que te acusam injustamente. Há muitos que vão feridos pela vida porque não souberam esquecer os insultos maldosos. Prenderam a atenção nas palavras agressivas e acreditaram no conteúdo mentiroso delas.
Há muitos que carregam o fardo permanente da irrealização porque não se tornaram capazes de esquecer a palavra maldita, o insulto agressor. Por isso repito: só dê ouvidos a quem te ama. Não se ocupe demais com as opiniões de pessoas estranhas. Só a cumplicidade e conhecimento mútuo pode autorizar alguém a dizer alguma coisa a respeito do outro.
Ando pensando no poder das palavras. Há palavras que bendizem, outras que maldizem. Descubro cada vez mais que Jesus era especialista em palavras benditas. Quero ser também. Além de bendizer com a palavra, Ele também era capaz de fazer esquecer a palavra que amaldiçoou. Evangelizar consiste em fazer o outro esquecer o que nele não presta, e que a palavra maldita insiste em lembrar.
Quero viver para fazer esquecer... Queira também. Nem sempre eu consigo, mas eu não desisto. Não desista também. Há mais beleza em construir que destruir.
Repito: só dê ouvidos a quem te ama. Tudo mais é palavra perdida, sem alvo e sem motivo santo.
Só mais uma coisa. Não te preocupes tanto com o que acham de ti. Quem geralmente acha não achou nem sabe ver a beleza dos avessos que nem sempre tu revelas.
O que te salva não é o que os outros andam achando, mas é o que Deus sabe a teu respeito.
Padre Fábio de Melo
Para Sempre
Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.
Carlos Drummond de Andrade
E o que é que ela vê nele? Nossos amigos se interrogam sobre nossas escolhas, e nós fazemos o mesmo em relação às escolhas deles. O que é, caramba, que aquele Fulano tem de especial? E qual será o encanto secreto da Beltrana?
Vou contar o que ela vê nele: ela vê tudo o que não conseguiu ver no próprio pai, ela vê uma serenidade rara e isso é mais importante do que o Porsche que ele não tem, ela vê que ele se emociona com pequenos gestos e se revolta com injustiças, ela vê uma pinta no ombro esquerdo que estranhamente ninguém repara, ela vê que ele faz tudo para que ela fique contente, ela vê que os olhos dele franzem na hora de ler um livro e mesmo assim o teimoso não procura um oftalmologista, ela vê que ele erra, mas quando acerta, acerta em cheio, que ele parece um lorde numa mesa de restaurante mas é desajeitado pra se vestir, ela vê que ele não dá a mínima para comportamentos padrões, ela vê que ele é um sonhador incorrigível, ela o vê chorando, ela o vê nu, ela o vê no que ele tem de invisível para todos os outros.
Agora vou contar o que ele vê nela: ele vê, sim, que o corpo dela não é nem de longe parecido com o da Daniella Cicarelli, mas vê que ela tem uma coxa roliça e uma boca que sorri mais para um lado do que para o outro, e vê que ela, do jeito que é, preenche todas as suas carências do passado, e vê que ela precisa dele e isso o faz sentir importante, e vê que ela até hoje não aprendeu a fazer um rabo-de-cavalo decente, mas faz um cafuné que deveria ser patenteado, e vê que ela boceja só de pensar na palavra bocejo e que faz parecer que é sempre primavera, de tanto que gosta de flores em casa, e ele vê que ela é tão insegura quanto ele e é humana como todos, vê que ela é livre e poderia estar com qualquer outra pessoa, mas é ao seu lado que está, e vê que ela se preocupa quando ele chega tarde e não se preocupa se ele não diz que a ama de 10 em 10 minutos, e por isso ele a ama mesmo que ninguém entenda.
Martha Medeiros
Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé, doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa,
dói morder a língua,
dói cólica, cárie e pedra no rim.
Mas o que mais dói é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade de um filho que estuda fora.
Saudade do gosto de uma fruta que
não se encontra mais.
Saudade do pai que morreu,
do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida
é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem
se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade,
mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem
vê-lo, mas sabiam-se amanhã.
Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se
menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe
como deter.
Saudade é basicamente não saber.
Não saber mais se ela continua fungando
num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa
daquela alergia.
Não saber se ela ainda usa aquela saia.
Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista
como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por causa
daquela mania de estar sempre ocupada;
se ele tem assistido às aulas de inglês,
se aprendeu a entrar na Internet
e encontrar a página do Diário Oficial;
se ela aprendeu a estacionar entre dois carros;
se ele continua preferindo Malzebier;
se ela continua preferindo suco;
se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados;
se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor;
se ele continua cantando tão bem;
se ela continua detestando o MC Donald’s;
se ele continua amando;
se ela continua a chorar até nas comédias.
Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer
com os dias que ficaram mais compridos;
não saber como encontrar tarefas
que lhe cessem o pensamento;
não saber como frear as lágrimas diante de uma música;
não saber como vencer a dor
de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ela está com outro,
e ao mesmo tempo querer.
É não saber se ele está feliz,
e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos.
É não querer saber se ele está mais magro,
se ela está mais bela.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama,
e ainda assim doer…
Saudade é isso que senti
enquanto estive escrevendo
e o que você, provavelmente, está sentindo
agora depois que acabou de ler.
Miguel Falabella
O texto abaixo é e Cláudia Laitano , Fonte Zero Hora.
Tempo não é dinheiro
CLÁUDIA LAITANO| | | O elogio da lentidão
Em um comovente discurso durante a inauguração de uma biblioteca do MST, no interior de São Paulo, há pouco mais de três anos, o ensaísta e crítico literário Antonio Candido, já perto de completar 90 anos, ousou contrariar um dos clichês mais universais da nossa época:
“Acho que uma das coisas mais sinistras da história da civilização ocidental é o famoso dito atribuído a Benjamin Franklin, ‘tempo é dinheiro’. Isso é uma monstruosidade. Tempo não é dinheiro. Tempo é o tecido da nossa vida, é esse minuto que está passando. Daqui a 10 minutos eu estou mais velho, daqui a 20 minutos eu estou mais próximo da morte. Portanto, eu tenho direito a esse tempo; esse tempo pertence a meus afetos, é para amar a mulher que escolhi, para ser amado por ela. Para conviver com meus amigos, para ler Machado de Assis: isso é o tempo. E justamente a luta pela instrução... é a luta pela conquista do tempo como universo de realização própria. A luta pela justiça social começa por uma reivindicação do tempo: ‘eu quero aproveitar o meu tempo de forma que eu me humanize’. As bibliotecas, os livros, são uma grande necessidade de nossa vida humanizada... o amor pelo livro nos refina e nos liberta de muitas servidões.”
A psicanalista Maria Rita Kehl, que esteve em Porto Alegre esta semana como palestrante do seminário Fronteiras do Pensamento, já havia começado a escrever um ensaio sobre a relação entre o modo como vivemos neste comecinho de século 21 e a explosão do número de casos de depressão no mundo inteiro quando topou com a frase de Antonio Candido e teve um “clique teórico”. No livro O Tempo e o Cão, lançado este ano pela editora Boitempo, a psicanalista desenvolve aquele “clique” mostrando que a pressa para tudo dos dias de hoje, o horror que temos a qualquer tipo de perda de tempo e o hábito recente de não nos desconectarmos do trabalho e das atividades ditas “produtivas” nem mesmo durante as férias estão produzindo o caldo onde a depressão se desenvolve. A depressão, que pode ser definida, grosso modo, como falta de vontade para fazer qualquer coisa, seria uma espécie de reação psíquica ao excesso de coisas que somos cobrados a fazer o tempo todo (inclusive quando deveríamos estar apenas nos divertindo). O sujeito deprimido pula do trem em movimento da vida contemporânea e fica à margem dos acontecimentos – não por escolha própria, mas por falência geral da engrenagem interna que o faz funcionar no ritmo exigido.
A falta de tempo para pensar na morte da bezerra, para ver a grama crescer, para namorar sem olhar para o relógio, tudo isso, e a sensação de que devemos sempre estar envolvidos em algo que vá servir para alguma coisa (nem que seja contar para os amigos do Orkut e do Twitter como vivemos a vida intensamente), estão criando a supremacia da vivência sobre a experiência. Enquanto a vivência produz sensações imediatas e passageiras, a experiência é o que nos transforma, porque tivemos tempo para absorvê-la e refletir sobre ela.
Antonio Candido tem toda razão: tempo não é dinheiro, é o tecido da vida. Não dá para guardar, deixar para os netos ou transformar em bens imóveis. É pessoal e intransferível, e deveríamos saber usá-lo sem culpa – até mesmo quando não estamos fazendo nada.

Fratura no Talus. Nem sabia o que era isso, descubro depois de um tombo fenomenal na pracinha , levando os alunos do segundo ano na recreação.
Um buraco e ...nem vi mais nada. Pé doendo, nada grave eu disse, muita dor e o pé ficou azul. Agora, sei lá quanto tempo vou ficar aqui.
Primeiro fiquei triste. Depois resolvi fazer do limão uma limonada. Colocar a leitura em dia descansar curtir filhas e netos. Encontrei isso aqui:
Fraturas do Tálus
O tálus pode ser fraturado em traumatismos de alta energia como queda de altura ou acidente automobilístico.
A superfície talar é coberta por cartilagem articular em aproximadamente ¾ da sua área. Esse osso não te, inserção muscular ou tendinosa, sendo portanto muito vulnerável à necrose vascular.
O tálus pode ser fraturado em vários locais, mas a região mais atingida é o colo. Dependendo da posição do pé, da direção da força e da energia envolvida a fratura pode ser sem desvio, com desvio mínimo ou até mesmo luxação do corpo ou da cabeça.
Alguns autores encontraram alta incidência de artrose pós-traumática nas fraturas sem desvio. Isso pode ser explicado por um diagnóstico incompleto da lesão.
O diagnóstico é geralmente feito por radiografias nas incidências de frente, perfil e oblíquas do pé e do tornozelo. No entanto, a tomografia computadorizada representa o grande avanço no diagnóstico dessas lesões e no planejamento do tratamento.
As fraturas do tálus devem ser tratadas com redução anatômica, fixação e mobilização precoce, fragmentos com desvio maiores do que 1 a 2mm, avaliados pela T.C., devem ser reduzidos cruentamente e fixados.
Os métodos mais modernos de síntese com compressão interfragmentária têm aumentado as chances de recuperação funcional dessas lesões.
O tálus deve ser reduzido assim que possível para evita danos maiores à circulação restante e estimular a revascularização dos fragmentos por compressão interfragmentária.
A via de acesso deve tentar preservar a irrigação arterial restante e geralmente optamos por um acesso duplo, medial e lateral nas fraturas do colo que permita a redução adequada dos desvios rotacionais e angulares ou uma via única, mas, sempre direcionada pela T.C.. A utilização ou não da osteotomia dos maléolos depende do nível do traço de fratura no domus talar.
O material de síntese de escolha são os parafusos de compressão (3,5mm) e parafusos de Herbert para os fragmentos articulares. Atualmente usamos parafusos canulados (4,5mm), em algumas situações associamos fios de Kirschner percutâneos nos fragmentos muito pequenos.
O pós-operatório é feito com um compressivo gessado suropodálico e o tornozelo em posição neutra, drenagem à vácuo por 48hs, imobilização por no máximo 15 dias seguida de mobilização ativa circular, os fios percutâneos são retirados na 4ª semana pós-operatória e o apoio só é permitido na 12ª semana.
Túlio Diniz Fernandes

ORAÇÃO PARA SER UMA VELHINHA LEGAL
Ó Senhor, tu sabes melhor do que eu que estou envelhecendo a cada dia.
Sendo assim, Senhor, livra-me da tolice de achar que devo dizer algo, em toda e qualquer ocasião.
Livra-me, também, Senhor, deste desejo enorme que tenho de querer pôr em ordem a vida dos outros.
Tu sabes, Senhor, que desejo preservar alguns amigos e uma boa relação com os filhos, e que só se preserva os amigos e os filhos...... quando não há
intromissão na vida deles.
Livra-me também, Senhor, da tolice de querer contar tudo com detalhes e minúcias e dá-me asas para voar diretamente ao ponto que interessa.
Ensina-me a fazer silêncio sobre minhas dores e doenças...
Elas estão aumentando e, com isso, a vontade de descrevê-las vai crescendo a cada ano que passa.
Não ouso pedir o dom de ouvir com alegria a descrição das doenças alheias seria pedir muito.
Mas, ensina-me, Senhor, a suportar ouvi-las com paciência.
Ensina-me a maravilhosa sabedoria de saber que posso estar errada em algumas ocasiões.
Já descobri que pessoas que acertam sempre são maçantes e desagradáveis.
Mas, sobretudo, Senhor, nesta prece de envelhecimento, peço:
Mantenha-me a mais amável possível.
Livrai-me de ser santa. É difícil conviver com santas !
Mas uma velha rabugenta, Senhor, é obra prima do diabo!
Me poupe!!!
Amém!
Eu creio em mim mesmo. Creio nos que trabalham comigo, creio nos meus amigos e creio na minha família. Creio que Deus me emprestará tudo que necessito para triunfar, contanto que eu me esforce para alcançar com meios lícitos e honestos. Creio nas orações e nunca fecharei meus olhos para dormir, sem pedir antes a devida orientação a fim de ser paciente com os outros e tolerante com os que não acreditam no que eu acredito. Creio que o triunfo é resultado de esforço inteligente, que não depende da sorte, da magia, de amigos, companheiros duvidosos ou de meu chefe. Creio que tirarei da vida exatamente o que nela colocar. Serei cauteloso quando tratar os outros, como quero que eles sejam comigo. Não caluniarei aqueles que não gosto. Não diminuirei meu trabalho por ver que os outros o fazem. Prestarei o melhor serviço de que sou capaz, porque jurei a mim mesmo triunfar na vida, e sei que o triunfo é sempre resultado do esforço consciente e eficaz. Finalmente, perdoarei os que me ofendem, porque compreendo que às vezes ofendo os outros e necessito de perdão.
Mahatma Gandhi
Eu sou lúcida na minha loucura, permanente na minha inconstância, inquieta na minha comodidade.
Pinto a realidade com alguns sonhos, e transformo alguns sonhos em cenas reais.
Choro lágrimas de rir e quando choro pra valer
não derramo uma lágrima.
Amo mais do que posso e, por medo, sempre menos do que sou capaz. Busco pelo prazer da paisagem e raramente pela alegre frustração da chegada. Quando me entrego, me atiro e quando recuo não volto mais. Mas não me leve a sério, sei que nada é definitivo. Nem eu sou o que penso que eu sou. Nem nós o que a gente pensa que tem.
Prefiro as noites porque me nutrem na insônia, embora os dias me iluminem quando nasce o sol. Trabalho sem salário e não entendo de economizar. Nem de energia. Esbanjo-me até quando não devo e, vezes sem conta, devo mais do que ganho. Não acredito em duendes, bruxas, fadas ou feitiços. Não vou à missa. Nem faço simpatias. Mas, rezo pra algum anjo de plantão e mascaro minha fé no deus do otimismo. Quando é impossível, debocho. Quando é permitido, duvido.
Não bebo porque só me aceito sóbria, fumo pra enganar a ansiedade e não aposto em jogo de cartas marcadas. Penso mais do que falo. E falo muito, nem sempre o que você quer saber. Eu sei. Gosto de cara lavada — exceto por um traço preto no olhar — pés descalços, nutro uma estranha paixão por camisetas velhas e sinto falta de uma tatuagem no lado esquerdo das costas.Mas há uma mulher em algum lugar em mim que usa caros perfumes, sedas importadas e brilho no olhar, quando se traveste em sedução.
Se você perceber qualquer tipo de constrangimento, não repare, eu não tenho pudores mas, não raro, sofro de timidez. E note bem: não sou agressiva, mas defensiva. Impaciente onde você vê ousadia. Falta de coragem onde você pensa que é sensatez.
Mas mesmo assim, sempre pinta um momento qualquer em que eu esqueço todos os conselhos e sigo por caminhos escuros. Estranhos desertos. E, ignorando todas as regras, todas as armadilhas dessa vida urbana, dessa violência cotidiana, se você me assalta, eu reajo."
(Martha Medeiros
A ESTRELA
Estava Deus, a caminhar, sossegadamente , pelo universo...
Contemplava sua criação, e, aproveitando o passeio, verificava se tudo estava correndo bem.
Certo ponto de sua caminhada, deparou-se com uma de suas estrelas, num choro compulsivo...
Com certa tristeza, aproximou-se e perguntou docemente:
- Por que choras, minha filha?
A pobre estrela, aos prantos, mal conseguia falar :
- Sabe, meu Pai... Estou triste...
Não consigo achar uma razão para a minha existência...
O sol, com toda a sua magnitude, fornece calor, luz e energia às pessoas... As estrelas cadentes, incentivam paixões e sonhos...
Os cometas, geram dúvidas e mistérios... E eu, aqui... parada...
Deus ouviu tudo atentamente...
com doçura e paciência, decidiu explicar à estrela os porquês, porém, foi interrompido por uma voz, que vinha de longe...
Era uma criança, que caminhava com sua mãe, em um dos planetas da região...
A criança dizia à sua mãe:
- Veja mamãe! O dia já vai nascer!
A mãe ficou meio confusa...
como podia, uma criança, que mal sabia as horas, saber que o sol já nasceria, mesmo estando tão escuro?
- Como você sabe disso, meu filho?
- Veja aquela estrela!
Papai me disse que ela anuncia o novo dia.
Ela sempre aparece pouco antes do sol, e aponta o lugar de onde o sol vai sair...
Ouvindo aquilo, a estrela pôs-se a chorar...
Deus, calmamente lhe falou :
- Podes ver? Sabes agora, o motivo de tua existência?
Tudo o que criei, fiz por alguma razão ser.
És a estrela que anuncia o novo dia.
E com o novo dia, renovam-se as esperanças, os sonhos...
E serves para orientar os homens, para onde caminhar.
Ao te ver, sabem que não estão perdidos, pois sabem qual o seu destino.
A estrela ouviu tudo atentamente...
Sentiu uma alegria celestial invadindo sua vida...
A partir de então, ela brilhou cada vez mais, pois sabia que era importante e indispensável ao ciclo da vida.
Todos nós temos uma razão para estarmos aqui...
Mesmo se não soubermos qual é exatamente esta razão, devemos viver a vida intensamente, semeando amor e espalhando alegrias...
Só assim, a estrela que habita em nossos corações brilhará mais forte, iluminando a todos que estão à nossa volta.
Fazendo isso, estaremos iluminando nossas próprias vidas.
Geremias Estevão
O NÓ DO AMOR
Numa reunião de pais numa escola da periferia, a diretora ressaltava o apoio que os pais devem dar aos filhos e pedia-lhes que se fizessem presentes o máximo de tempo possível... Considerava que, embora a maioria dos pais e mães daquela comunidade trabalhassem fora, deveriam achar um tempo para se dedicar e entender as crianças.
Mas a diretora ficou muito surpreendida quando um pai se levantou e explicou, com seu jeito humilde, que ele não tinha tempo de falar com o filho, nem de vê-lo, durante a semana, porque quando ele saía para trabalhar era muito cedo e o filho ainda estava dormindo... Quando voltava do trabalho já era muito tarde e o garoto já não estava acordado.
Explicou, ainda, que tinha de trabalhar assim para prover o sustento da família, mas também contou que isso o deixava angustiado por não ter tempo para o filho e que tentava se redimir indo beijá-lo todas as noites quando chegava em casa. E, para que o filho soubesse da sua presença, ele dava um nó na ponta do lençol que o cobria. Isso acontecia religiosamente todas as noites quando ia beijá-lo. Quando o filho acordava e via o nó, sabia, através dele, que o pai tinha estado ali e o havia beijado. O nó era o meio de comunicação entre eles.
A diretora emocionou-se com aquela singela história e ficou surpresa quando constatou que o filho desse pai era um dos melhores alunos da escola.
O fato faz-nos refletir sobre as muitas maneiras das pessoas se fazerem presentes, de se comunicarem com os outros. Aquele pai encontrou a sua, que era simples mas eficiente. E o mais importante é que o filho percebia, através do nó afetivo, o que o pai estava lhe dizendo.
Por vezes, nos importamos tanto com a forma de dizer as coisas e esquecemos o principal, que é a comunicação através do sentimento. Simples gestos como um beijo e um nó na ponta do lençol, valiam, para aquele filho, muito mais do que presentes ou desculpas vazias.
É válido que nos preocupemos com as pessoas, mas é importante que elas saibam, que elas sintam isso. Para que haja a comunicação é preciso que as pessoas "ouçam" a Linguagem do nosso coração, pois, em matéria de afeto, os sentimentos sempre falam mais alto que as palavras.
É por essa razão que um beijo, revestido do mais puro afeto, cura a dor de cabeça, o arranhão no joelho, o medo do escuro. As pessoas podem não entender o significado de muitas palavras, mas SABEM registrar um gesto de amor. Mesmo que esse gesto seja apenas um nó num lençol...
Ser Mãe
Meninas, achei esse texto simplesmente perfeito e quis dividir com vcs!
(Autora desconhecida)
Nós
estávamos sentadas almoçando, quando minha filha casualmente menciona
que ela e seu marido estão pensando em 'começar uma família'.
'Nós estamos fazendo uma pesquisa', ela diz, meio de brincadeira. 'Você acha que eu deveria ter um bebê?'
'Vai mudar a sua vida,' eu digo, cuidadosamente mantendo meu tom neutro.
'Eu sei,' ela diz, 'nada de dormir até tarde nos finais de semana, nada de férias espontâneas.. .'
Mas
não foi nada disso que eu quis dizer. Eu olho para a minha filha,
tentando decidir o que dizer a ela. Eu quero que ela saiba o que ela
nunca vai aprender no curso de casais grávidos. Eu quero lhe dizer que
as feridas físicas de dar à luz irão se curar, mas que tornar-se mãe
deixará uma ferida emocional tão exposta que ela estará para sempre
vulnerável.
Eu penso em alertá-la que ela nunca mais vai ler um
jornal sem se perguntar 'E se tivesse sido o MEU filho?' Que cada
acidente de avião, cada incêndio irá lhe assombrar. Que quando ela vir
fotos de crianças morrendo de fome, ela se perguntará se algo poderia
ser pior do que ver seu filho morrer.
Olho para suas unhas com a
manicure impecável, seu terno estiloso e penso que não importa o quão
sofisticada ela seja, tornar-se mãe irá reduzí-la ao nível primitivo da
ursa que protege seu filhote. Que um grito urgente de 'Mãe!' fará com
que ela derrube um suflê na sua melhor roupa sem hesitar nem por um
instante.
Eu sinto que deveria avisá-la que não importa quantos anos
ela investiu em sua carreira, ela será arrancada dos trilhos
profissionais pela maternidade. Ela pode conseguir uma escolinha, mas
um belo dia ela entrará numa importante reunião de negócios e pensará
no cheiro do seu bebê. Ela vai ter que usar cada milímetro de sua
disciplina para evitar sair correndo para casa, apenas para ter certeza
de que o seu bebê está bem.
Eu quero que a minha filha saiba que decisões do dia a dia não mais
serão rotina. Que a decisão de um menino de 5 anos de ir ao banheiro
masculino ao invés do feminino no McDonald's se tornará um enorme
dilema. Que ali mesmo, em meio às bandejas barulhentas e crianças
gritando, questões de independência e gênero serão pensadas contra a
possibilidade de que um molestador de crianças possa estar observando
no banheiro.
Não importa o quão assertiva ela seja no escritório, ela se questionará constantemente como mãe.
Olhando
para minha atraente filha, eu quero assegurá-la de que o peso da
gravidez ela perderá eventualmente, mas que ela jamais se sentirá a
mesma sobre si mesma. Que a vida dela, hoje tão importante, será de
menor valor quando ela tiver um filho. Que ela a daria num segundo para
salvar sua cria, mas que ela também começará a desejar por mais anos de
vida, não para realizar seus próprios sonhos, mas para ver seus filhos
realizarem os deles.
Eu quero que ela saiba que a cicatriz de uma cesárea ou estrias se tornarão medalhas de honra.
O
relacionamento de minha filha com seu marido irá mudar, mas não da
forma como ela pensa. Eu queria que ela entendesse o quanto mais se
pode amar um homem que tem cuidado ao passar pomadinhas num bebê ou que
nunca hesita em brincar com seu filho. Eu acho que ela deveria saber
que ela se apaixonará por ele novamente por razões que hoje ela acharia
nada românticas.
Eu gostaria que minha filha pudesse perceber a
conexão que ela sentirá com as mulheres que através da história
tentaram acabar com as guerras, o preconceito e com os motoristas
bêbados.
Eu espero que ela possa entender porque eu posso pensar
racionalmente sobre a maioria das coisas, mas que eu me torno
temporariamente insana quando eu discuto a ameaça da guerra nuclear
para o futuro de meus filhos.
Eu quero descrever para minha filha a enorme emoção de ver seu filho
aprender a andar de bicicleta. Eu quero mostrar a ela a gargalhada
gostosa de um bebê que está tocando o pelo macio de um cachorro ou gato
pela primeira vez. Eu quero que ela prove a alegria que é tão real que
chega a doer. O olhar de estranheza da minha filha me faz perceber que
tenho lágrimas nos olhos.
'Você jamais se arrependerá', digo finalmente.
Então
estico minha mão sobre a mesa, aperto a mão da minha filha e faço uma
prece silenciosa por ela, e por mim, e por todas as mulheres meramente
mortais que encontraram em seu caminho este que é o mais maravilhoso
dos chamados. Este presente abençoado de Deus que é ser Mãe.

Tenho muitos aniversários inesquecíveis, seja na min ha vida pessoal, seja como professora, a profissão que escolhi , que amo. Não poderia citar aqui tantas foram as alegrias, as surpresas, o carinho de amigos, da família, dos alunos.
Mas um deles, marcou minha vida de forma tão peculiar, queria compartilhar e relembrar.
Foi com a minha oitava série querida, eles contrataram um carro de som , e as turmas todas desceram no pátio para cantar comigo . Jamais vou esquecer, choro até hoje quando lembro da surpresa, aliás eu chorava muito , emocionada.
A mensagem abaixo era que me deixou assim... Se algum de vcs estava, quero deixar um beijo e abraço bem apertado. Jamais vou esquecer vcs, meus alunos queridos.
Aniversário dos Anjos
No dia em que você nasceu, os anjos tristes por sua
partida entoaram hinos harmoniosos e angelicais,
era uma despedida entre irmãos.
Anjos de asas transparentes, anjos sorridentes, que juntos
brincavam no céu. A separação doía, não queriam
ficar longe de você, anjo travesso e feliz,
foi então que tiveram uma idéia:
Em cada ano de vida terrestre, um desceria e ficaria ao seu
lado, assim a cada ano um deles lhe faria companhia,
aproveitando para matar a saudade.
A idéia foi aceita e festejada por todos, depois daquele
dia você nunca ficou só. A cada novo aniversário,
um anjo desce e fica a seu lado.
Sua proteção sempre foi muito grande, porque
nada é mais forte que a pureza dos anjos.
Hoje é o seu aniversário, dia da troca da guarda. Por
isso, envio-lhe a minha prece para que o seu anjo
da guarda seja tão iluminado quanto você.
QUE DEUS LHE ACOMPANHE, HOJE E SEMPRE.
FELIZ ANIVERSÁRIO!